Quem é você?
De maneira direta ou não, essa pergunta é feita constantemente na nossa sociedade. Muitas vezes mascaradas com questionamentos “ingênuos”, feitos em uma roda de conversa, mas o fato é que você vai um dia ser obrigado a tomar uma postura, seja se enquadrando em algum rótulo criado pela mídia, ou até mesmo em um rótulo de ser contra todos os rótulos.
Não existe espaço para a individualidade de cada ser. Não se pode ser diferente dos padrões, que logo encontram ou mesmo criam um novo pra você. Esse é um dos fatores que distanciam as pessoas umas das outras, criam-se grupos sociais de interesses e gostos perfeitamente idênticos, e que não se misturam. E os que não estão nesses grupos são os renegados do sistema, geralmente taxados como loucos, e de todos os insultos que os torne as piores pessoas possíveis.
Em sua maioria, são pessoas que não tem força para impor sua personalidade, e preferem se acomodar a viver vida de um ser ideal, criado e vendido pela televisão, e comprado pelas massas. Para o mercado é uma maravilha! Fabricar produtos pra abranger o máximo de pessoas o possível é o ideal. Imagine como seria se todas as pessoas fossem únicas? Não seria um mercado lucrativo, logo, estes são os mais interessados em manter esse sistema. Tem como veículo mais fiel a mídia: quase todos os padrões que existem foram criados por ela.
E a mídia fez seu trabalho muito bem feito. O que se criou foi uma grande massa, refém do consumismo, dos padrões de beleza, sempre insegura e geralmente infeliz por nunca alcançarem esse ideal de perfeição. Esquece-se da espiritualidade, da busca do conhecimento, para se preocuparem com coisas pequenas, quimeras que em si não guardam nenhum propósito universal, mas sim interesses de uma dúzia de pessoas.
Reflexo de tudo o que foi citado, as pessoas em geral procuram nos seus semelhantes a imagem de si próprias, e quando não encontram, tentam moldar as pessoas à sua volta de maneira a tornarem suas cópias. Negar o que é imposto por um desses grupos, é entendido de maneira pessoal, uma ofensa. Para as pessoas que foram supostamente ofendidas, é como se fosse uma ameaça ao que parecia tão perfeito, como se os alicerces do modelo que elas criaram, com cumplicidade mútua, ameaçasse ceder: é uma agressão a o ego desses indivíduos. Isso acontece porque esses modelos são artificiais, criados pela mídia, seguidos por pessoas sem amor-próprio, sem auto-estima para impor sua maneira de agir, de pensar, tão efêmero que é renovado constantemente, sem perder a idéia central é claro.

1 comentários:
Muito legal fernando.
Continue escrevendp que você leva jeito para a coisa
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