Tempo(1)
Quantas vezes nos encontramos em situações em que o tempo passa se arrastando, em contraste a outros momentos em que ele escapa aos nossos sentidos e parece voar?
O tempo, verdadeiro enigma no qual condicionamos todas as nossas ações, interligado às três dimensões do mundo material, porém algo não compreendido em sua essência. Nós tratamos logo de defini-lo: usaram como base os meridianos, e as sucessivas passagens do sol, padronizaram uma unidade de convenção, e com isso trouxemos o tempo de alguma forma pra "nossa realidade". As pessoas extremamente materialistas (geralmente do mundo científico) não suportam a idéia do desconhecido, do que não se pode ser percebido por nenhum de nossos sentidos humanos. E por isso estão sempre buscando definições, rótulos, para se sentirem mais seguros, fizeram isso com o tempo e assim puderam tocar nele, medi-lo. Materializaram, linearizaram o tempo a fim de poder adequá-lo ao “mundo real” que eles criaram com seus números, e forçadamente inseridos na nossa realidade com o nome de ciência. O mundo se resume a tudo o que a ciência puder definir (na visão dessas pessoas), e o que não puder é simplesmente menosprezado, usam dos termos mais sofisticados para nos convencer de que tal coisa não existe. Não se pode aceitar a idéia de que o ser humano tem seus limites, e de que não se pode achar que podemos compreender todo o universo, o que seria a maior das presunções. Basta pegar um simples exemplo: imagine uma criança que só saiba contar até dez. Será que ela pode deduzir que só existem esses números, só porque é o que está no seu horizonte de conhecimento, renegando toda a possível existência do infinitos números que o ser adulto conhece ? Para concluir a história, o que nos garante que nós não somos a criança?
