Idealismo x realismo?
Depois de alguns desvios dos objetivos profissionais que até a pouco eram sólidos pra mim, decidi-me aventurar por caminhos pouco claros, o que poderia tornar-se uma situação razoavelmente drástica se falhasse na execução dos meus planos. Fato é que, medindo as consequências de maneira superfícial,pela primeira vez me vi agindo muito pouco racionalmente. Quando abrimos mão da razão e nos guiamos unicamente por quimeras obtidas de nossa natureza impulsiva, falta-nos o chão, fica-se um abismo interpondo o momento atual e o momento idealizado. Falta-nos o contraponto, a razão, base necessária pra concretizar ideais. Dessa maneira, as inconsistências, os vázios contidos nas ideias tempestuosas só podem resultar no desastre, cair no tal abismo, quando os meios falham. Aprendido isso, porei um pouco de lado esse romantismo pueril, dos sonhos que tinha de conquistas acadêmicas que eram pra mim essenciais na minha adolescência, mas que por pouca ou nenhuma motivação agi no sentido de conquista-las na época. Os sonhos voltaram apenas no meio do caminho que já havia perfazido: um estímulo quase que sobrenatural me veio ao espírito, e o meu racionalismo metódico transformou-se em fé cega na crença de que poderia obter êxito no empreendimento de tais sonhos. E de fato poderia, mas todo bom projeto demanda tempo, recursos, estratégia, e principalmente muito esforço. Visto que o meu estado de espírito só enxergou apenas esse último, executei tais planos, mas o tempo foi crucial, todos os ideais cairam por terra, mesmo depois de muita luta. Passado o fracasso, pude depois de certo tempo reconhecer as falhas, e mesmo depois dos prejuízos que que obtive com os vieses da minha derrota, posso restruturar tudo novamente, há sempre tempo pra se recomeçar.
Não estou afirmando que não podemos idealizar, mas sou da crença que a verdadeira fé deva passar pelo crivo da razão (não valendo o contrário). Acredito que essas duas correntes, tratadas sempre com dualidade, como se uma rejeitasse a outra, na verdade são complementares: podemos implementar todo nosso idealismo com bases lógicas.Na verdade são apenas palavras: nas nossas ações sempre há um pouco dos dois.Sâo princípios que emanam de duas fontes:uma é lógica,a outra é intuitiva. Nada melhor que o uso dinâmico dessas duas ferramentas na construção de um pensamento.
Não estou afirmando que não podemos idealizar, mas sou da crença que a verdadeira fé deva passar pelo crivo da razão (não valendo o contrário). Acredito que essas duas correntes, tratadas sempre com dualidade, como se uma rejeitasse a outra, na verdade são complementares: podemos implementar todo nosso idealismo com bases lógicas.Na verdade são apenas palavras: nas nossas ações sempre há um pouco dos dois.Sâo princípios que emanam de duas fontes:uma é lógica,a outra é intuitiva. Nada melhor que o uso dinâmico dessas duas ferramentas na construção de um pensamento.
